Marcelo Abdo repassou para a Saúde municipal, a S-10 que era exclusiva do prefeito anterior e o Ônix que era usado por secretários municipais
“Não vou usar o cargo que estou ocupando para me beneficiar do dinheiro público. Não estou aqui para isso. Fui nomeado prefeito para resolver os muitos problemas que herdei e é isso que estou fazendo”. Foi assim que Marcelo Abdo justificou as mudanças que eliminaram os gastos no gabinete do prefeito, assim que assumiu o cargo em 1º de janeiro deste ano.
Para economizar dinheiro e promover o reequilíbrio financeiro de Bandeirantes, Marcelo dispensou os dois veículos oficiais que serviam ao prefeito anterior e seus secretários. O novo prefeito determinou o envio da camionete S-10 e do Ônix prata (que aparecem na foto), para atender as necessidades da secretaria de Saúde da cidade. Marcelo dispensou ainda o motorista que também atendia o ex-prefeito Gustavo Sprotte que usava a camionete S-10 que inclusive é alugada.
Como forma de eliminar os custos do gabinete, Marcelo Abdo usa o próprio carro nos deslocamentos dentro de Mato Grosso do Sul. Além disso, abastece o próprio carro. Ele não faz uso das “requisições de combustível” nem das famosas diárias que geralmente são usadas pelos prefeitos quando precisam ir a Campo Grande por exemplo.
“Bandeirantes enfrenta problemas sérios nas finanças e não tem cabimento o prefeito se beneficiar dos recursos públicos. É hora de economizar e de resolver os problemas que estão afetando a população”, enfatizou.
Marcelo Abdo assumiu o cargo interinamente aguardando decisão final do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sobre a situação de Álvaro Urt, PSDB que venceu a eleição ano passado mas foi impedido de tomar posse novamente por ter sido cassado pela Câmara do município em 2020. Urt pode ser julgado pelo plenário do TSE em março e se a decisão for desfavorável a ele, haverá nova eleição em Bandeirantes ainda este ano. Até lá, Marcelo Abdo permanecerá no comando da gestão, podendo inclusive disputar a eleição.
“Independente do que possa acontecer nos próximos meses, estou fazendo minha parte. O gestor público precisa promover benefícios para todos e não para si próprio. Sei que é um ato legal e um direito dos prefeitos usarem veículos, combustível e requisitar diárias em caso de viagens dentro do nosso estado mas eu não pretendo dar esse custo para os cofres públicos da minha cidade”, enfatizou.



